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PROGRESSÃO DEPOIS DA GRADUAÇÃO NO PARAQUEDISMO: “BURACO NEGRO” COM SOLUÇÕES À VISTA

A beleza do paraquedismo está nos desafios, nas sensações e nas novas experiências. Acima de tudo, está no voo em grupo, seja de barriga, sit ou head down. Temos outras modalidades emocionantes e diferentes, como o wing suit, o deslok, TRV, e o voo de velame.

Eu assisti a toda evolução deste esporte durante 5 décadas inteiras, desde 1971 até o presente. Tudo foi mudando e ficando ainda mais eletrizante na medida que o tempo passava e novas tecnologias eram adotadas pelo paraquedismo. Saltávamos de redondo e agora saltamos com asas. Fazíamos pequenas quedas livres e pequenas formações, agora chegamos a juntar centenas de paraquedistas numa formação em apenas 2 minutos de queda livre.

O buraco negro

Fonte: Yahoo

O advento do salto duplo, o AFF, o BBF e o túnel de vento facilitaram a evolução dos novatos no esporte. No entanto, ainda temos um “buraco negro” que prejudica bastante a retenção dos novatos: a impossibilidade de se poder começar a saltar em grupo (FQL) mais cedo com outros paraquedistas também iniciantes.

A permanência dos paraquedistas graduados no AFF ou ASL tem 3 grandes inimigos: o custo do esporte, o medo, e a falta de saltos atraentes para manter vivo o encantamento pelo esporte.

Infelizmente não há muito o que se fazer com a questão do elevado preço dos saltos e dos equipamentos.

O medo pode ser contornado fazendo-se uso de ferramentas de relaxamento mental, pelo respeito ao esporte, confiança nos instrutores e nos equipamentos e métodos modernos de treinamento. Para se vencer o medo, basta que a vontade seja maior do que os seus receios.

Motivação para continuar

Fonte: Luciano Bacque productions

Já a manutenção da magia e a paixão precisam de um empurrãozinho por parte dos instrutores, clubes, escolas, associações e federações. É preciso de criatividade para se criar eventos, treinamentos, cursos, torneios e competições voltados para os paraquedistas que terminam o AFF até que eles possam legalmente e com segurança saltar com outros colegas.

O que seria uma progressão para um aluno graduado no AFF? Existe uma evolução baseada num roteiro chamado “Space Program” que foi criado pela Azul do Vento e utilizado durante muitos anos. São 12 a 15 saltos individuais com objetivos de aprendizado, tanto para a saída, a queda livre, a navegação e o pouso.

E quais os tipos de torneios que paraquedistas iniciantes poderiam participar sem colocar em risco a sua segurança e a de outros paraquedistas? Um exemplo seriam os saltos de precisão nos quais o competidor tem que fazer o circuito dos pontos A, B e C com absoluto controle, e depois que virar para o alvo, na final, ele não pode fazer mais correções no paraquedas até o flare. Caso o saltador tente fazer correções na final ele é desclassificado. A precisão fica por conta da otimização do circuito: alturas e distâncias corretas para as condições climáticas.

Não existe limite para a imaginação. O que falta, são áreas de salto e escolas com vontade de oferecer serviços relevantes e cativantes, a ponto de manter os paraquedistas novatos e intermediários interessados no esporte.

Soluções à vista

Fonte: outside360.com.br

A Confederação está estudando uma forma de diminuir os requisitos para os categoria A poderem saltar com categorias B em segurança. Não se pode nem abrir a porteira, nem tampouco cercear demais. É preciso um meio termo.

Seguindo as determinações do Código Esportivo da Confederação Brasileira de Paraquedismo, seria possível desenvolver alguns esquemas para facilitar a progressão e acelerar o desenvolvimento da performance em direção aos saltos em grupo.

Volto a abordar o tema de um programa que escolas poderão adotar depois da graduação no AFF e ASL: a Skydive University está trabalhando numa atualização do Space Program para escolas. O roteiro abrangerá aspectos de planejamento do salto, escolha e cheque do equipamento, meteorologia, vários tipos de saídas, exercícios de queda livre, navegação, controle do velame, tracking, separação, participação em torneios internos e saltos em grupo (3-way, 4-way, 5 e 6-way) com treinadores BBF nível 2 e (ou) instrutores. Tudo isso a um preço razoável.

No esboço inicial definimos como objetivo desenhar um método que permita aos alunos graduados um aprendizado contínuo e interessante, que encurte o caminho até que eles possam saltar com segurança junto com outros colegas que também já passaram pelo mesmo treinamento.

Temos a certeza de que este será o próximo break through (grande avanço) do paraquedismo nos próximos anos, depois que for implantado.

Até que isso vire uma realidade, os alunos categoria A continuarão a fazer saltos individuais, saltos de BBF pagos, cursos de controle de velame e saltos em grupo somente com outros paraquedistas de categoria C, depois de autorizado pelo RTA. Só permanece no esporte quem tem determinação e paciência para esperar até que possa fazer FQL e Free Fly em grupo.

Esse artigo foi escrito para Weareone pelo Ricardo Pettená e o tema foi sugerido pelos nossos seguidores, esse foi o tema mais recorrente.

O artigo original você pode ler no site do Pettená:

Ricardo salta desde os 13 anos, começou em 1971 e completou 50 anos no paraquedismo. É formado em comunicação, com especialização em marketing e pós-graduação em economia de empresas. Trabalha no Instituto do Patrimônio Histórico e Artítico Nacional. É oficial da reserva do Exército. Mais de de 10.000 saltos realizados, sendo que 4.500 destes foram nos EUA. Duas vezes recordista mundial como capitão e atleta (282-way e 300-way).
Coach e instrutor da International Bodyflight Association de túnel de vento.
Iniciou o programa Accelerated Free Fall no Brasil em 1982 juntamente com o seu irmão, Marcos Pettená e implementou o BBF – Basic Body Flight na CBPq em 2010. Foi 20 vezes campeão brasileiro nas modalidades de FQL, conquistados em 10 Campeonatos Brasileiros.

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